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A Busca da Felicidade

Atualizado: 14 de Ago de 2019

Epicuro foi um filósofo grego nascido em 341 a.C. Acreditava que a filosofia poderia ser o caminho para encontrar a felicidade.

Ele se reunia com seus discípulos em sua casa, nos arredores de Atenas, possuía um grande jardim. O local ficou conhecido como “O Jardim”. Buscava alegria em todos os encontros com seus discípulos. Apesar de a casa estar situada em um lugar mais recolhido, vivia cheia de pessoas: homens, mulheres, ricos, pobres, escravos. O Jardim era aberto, não tinha nenhuma regalia, acolhia, para uma conversa filosófica, uma refeição ou uma brincadeira, qualquer pessoa que estivesse em busca da felicidade. Hoje em dia seria considerada um local hippie, alternativo, uma comunidade ou algo assim. No Jardim, acreditavam que a felicidade era possível. O prazer de estar entre pessoas que possuíam o mesmo objetivo evitava a dor. Acreditavam que a sabedoria poderia levar à felicidade.


A doutrina de Epicuro nos tem muito a ensinar.


As pessoas nascem felizes, está intrínseco em todos nós. Apesar de, algumas vezes, não conseguirmos sentir a felicidade, ela não some, apenas fica encoberta por trás de várias camadas de véus. Devido às influências externas, à sociedade em que vivemos, à autoridade da família, amigos e outras pessoas próximas, as crianças começam a ter contato com a dor, começam a sair do seu eixo e criar camadas protetoras que acabam por encobrir a felicidade. A dor é uma maneira de demonstrar que algo saiu do normal, evidenciando então, que o caminho para a felicidade está enfrentando alguns obstáculos. Neste caso, a pessoa precisa batalhar pelo seu estado natural, deve ser mais ativa e desejar a normalidade para voltar ao eixo. Trata-se de uma batalha constante, individual e interna.

Não adianta pedir ajuda aos deuses para a felicidade cair em nossa vida se não batalhamos por ela. Epicuro falava “Não devemos pedir aos deuses o que podemos realizar”.  Ele acreditava que eles viviam noutro mundo, onde desfrutavam da boa-aventurança, felicidade divina, e que pouco se interessavam pelo nosso mundo. Acredito que tudo acontece por mérito, a justiça divina.


Como já escrito, a chegada ou o retorno à normalidade ou à felicidade é individual. No entanto, neste caminho, antes do ponto final, podemos pedir ajuda “aos universitários”, "à plateia” e talvez até ter alguma “carta coringa”. E devemos fazer isto para nos colocarmos na trilha correta. O belíssimo filme biográfico “Na natureza Selvagem”, de 2007, escrito e dirigido por Sean Penn, tem como síntese uma frase que aparece bem no final “Felicidade é apenas real quando compartilhada”. Conversar com amigos, dividir experiências de vida, fazer parte de diferentes grupos ou comunidades, estar mais próximo daqueles com quem tem afinidade, fazer terapia, ir atrás de (auto)conhecimento, tudo isto torna-se de extrema importância para um mais fácil retorno à normalidade, à felicidade, a sua essência. A troca de experiências de vida torna a pessoa mais sábia.


A felicidade é a normalidade, o caminho do meio, o dharma.


Penso que as pessoas que procuram o Cantinho Ananda, procuram porque perceberam que algo saiu do caminho, do centro. Trata-se de uma ajuda externa, uma orientação, como se fosse “ajuda aos universitários” para fazê-los retornar ao caminho da felicidade. E isto é ótimo, pois querem mais conhecimento, estão fazendo uma ação para reencontrar sua normalidade. Estão fazendo seu papel para receber o mérito. Ressalto que o Cantinho Ananda é uma ajuda externa; o caminhar para a felicidade sem véus é individual, é uma batalha interna.


Pessoalmente, não sou diferente das pessoas que lá vão em busca da felicidade. Também busco orientação e enfrento muitos obstáculos, não tenho a sabedoria de Epicuro e nem um grande jardim. Sou uma eterna aprendiz, quero aprender com cada pedrinha que aparece em meu caminho, tenho força de vontade de ajudar e tenho também meu jardinzinho, que é feito de pedra, localizado em um prédio, um Cantinho como chamo, simples, acolhedor e feito com muito carinho. Lá eu procuro fazer com que as pessoas passem por estes obstáculos da melhor forma possível e encontrem sua normalidade, a felicidade interior.

Tetrapharmakon de Epicuro I - Não há nada a temer quanto aos deuses. II - Não devemos temer a morte. III - A felicidade é possível. IV - Podemos escapar da dor.

Espero que este texto tenha te ajudado de alguma forma. Se gostou, compartilhe nas redes socias ou deixe um comentário.


Gratidão.

Rafaela Cristina Gomes Segarra

Terapeuta Complementar

Whats. (11)94961.0123

cantinhoananda@gmail.com


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