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Flor de Lótus

Representada em diversas religiões, venerada em muitos lugares e países, presente em diversos livros, de uma beleza inigualável e um aroma inebriante, detentora de simbolismos que nos trazem muitos ensinamentos da mais alta sabedoria. Não foi por acaso que foi escolhida para ser o logo do Cantinho Ananda.


Características


Nasce em águas pantanosas, lodosas e lamacentas. As raízes estão fixas no fundo do lago, de cor branca, comestível, possuem um caule longo que levam as flores para fora da água. À noite, as pétalas se fecham e as flores se submergem. Ao raiar do sol, pétalas e flores aparecem sobre a água, exalando um perfume característico e extasiante. Suas esplêndidas pétalas têm o dom de se auto limpar, conseguem repelir microrganismos e poeiras.

Suas sementes podem ficar sem água até 5 mil anos, esperando as condições adequadas de germinação como a umidade e temperatura. A flor de lótus é a única planta que tem a capacidade de controlar a própria temperatura, mantendo-se por volta de 35°.


Significado da Flor de Lótus


A flor de lótus simboliza pureza espiritual, do coração e mente, beleza interior, perfeição, sabedoria, paz, crescimento e transformação espiritual, prosperidade, energia, fertilidade, nascimento, renascimento divino, criação do Universo, sexualidade e sensualidade.

Pelo fato de viverem em águas lamacentas e ainda assim possuírem uma beleza e pureza absoluta, se recolherem quando o sol sai, se mostrarem quando o sol aparece, esta flor nos traz muitos significados e ensinamentos.

No Egito, o principal significado da flor de lótus é o nascimento e o renascimento devido ao movimento de abrir e fechar das pétalas conforme o movimento do sol. Para os hindus o significado da flor de lótus é a beleza interior. Na Yoga, a posição de Lótus (Padmásana) é tradicional na meditação. O praticante senta com as pernas entrelaçadas e pousa as mãos sobre os joelhos. Alguns Monges e budistas enquanto meditam, imaginam flores de Lótus surgindo debaixo de seus pés durante uma caminhada, representando espalhar o amor e a compaixão de Buda simbolizados pela flor. Nas religiões asiáticas, a maior parte das divindades costumam surgir sentadas sobre uma flor de lótus durante o ato de meditação.


Aprendizado para a vida


Costumo sempre falar aos meus clientes para que sejamos todos como uma flor de Lótus.

Vivemos rotineiramente em ambientes lodosos: pode ser um ambiente profissional, político, até mesmo familiar, entre amigos e diversos outros. Não devemos nos afastar destes ambientes, pois se precisamos viver neles é porque temos algo a aprender. Quanto maior a lamaceira, maior é a oportunidade de aprendizado. Estes ambientes estão cheios de ensinamentos de vida. Assim como a flor de Lótus que vive nas águas lodosas e mesmo assim nos mostrando sua beleza ao dia, o segredo está em não nos deixar contaminar pelo ambiente, mas continuarmos firmes com nossas raízes puras e bons princípios.

Desta forma, a cada manhã, com o nascer do sol, acordaremos como esta linda flor, exuberante, brilhante, saudável, com uma beleza interior contagiante e com mais força para encarar as diversidades da vida.

Apesar da comparação simples e direta, há um redemoinho que podemos entrar e que não nos deixará chegar à superfície para vermos o sol. Afundam neste redemoinho as pessoas que se sentem superiores às demais, pessoas esnobes, arrogantes e presunçosas ao sentirem que não tem nada a aprender com o meio. Devemos tomar cuidado para não nos considerarmos mais puro ou mais elevado espiritualmente que a pessoa ao lado. Não temos a consciência para saber quem é mais ou menos evoluído (se evolução for medida por intensidade) e nem o conhecimento dos desafios mais profundos de cada um.

Enfrente estes ambientes poluídos com humildade para absorver o que o meio oferece e com paciência para esperar o tempo de aprendizado de cada um. Se espelhe na flor de lótus como uma forma de adquirir sabedoria de vida e alegria a cada manhã, mesmo frente aos desafios do ambiente em que vivemos.


Lendas


Lenda do Budismo


Relata-se que quando o Siddhartha, que mais tarde se tornaria Buda, deu os seus primeiros sete passos na terra, sete flores de lótus brotaram. Assim, cada passo dele representa um degrau no crescimento espiritual.

Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pela abertura das pétalas das flores de lótus, que podem estar totalmente fechadas, semiabertas ou completamente abertas, dependendo do estágio da expansão espiritual.


Lenda Egípcia


A flor de Lótus é uma planta sagrada no Egito Antigo, onde é retratada no interior das pirâmides e nos antigos palácios do Egito. Segundo uma lenda, a flor está relacionada à criação do mundo e o umbigo do Deus Vishnu, onde teria nascido uma brilhante flor de lótus e desta teria surgido outra divindade, o Brahma, o criador do cosmo e dos homens. Outra lenda egípcia diz que o deus do sol Horus, nasceu também de uma flor de Lótus.


Lenda Hinduísta


Um dia, reuniram-se para uma conversa, à beira de um lago tranquilo cercado por belas árvores e coloridas flores, quatro lendários irmãos. Eram eles o Fogo, a Terra, a Água e o Ar. Como eram raras as oportunidades de estarem todos juntos, comentavam como haviam se tornado presos a seus ofícios, com pouco tempo livre para encontros familiares. Mas a Água lembrou aos irmãos que estavam cumprindo a lei divina, e este era um trabalho que deveria lhes trazer o maior dos prazeres. Assim, aproveitaram o momento para confraternizar e contar, uns aos outros, o que haviam construído – e destruído – durante o tempo em que não se viam. Estavam todos muito contentes por servirem à criação e poderem dar sua contribuição à vida, trabalhando em belas e úteis formas. Então se lembraram de como o homem estava sendo ingrato. Construído ele próprio pelo esforço destes irmãos, não dava o devido valor à vida. Os irmãos chegaram a pensar em castigar o homem severamente, deixando de ajudá-lo. Mas, por fim, preferiram pensar em coisas boas e alegres. Antes de se despedir, decidiram deixar uma recordação ao planeta deste encontro. Queriam criar algo que trouxesse em sua essência a contribuição de cada um dos elementos, combinados com harmonia e beleza. Sentados à beira do lago, vendo suas próprias imagens refletidas, cada um deu sua sugestão e muitas ideias foram trocadas. Até que um deles sugeriu que usassem o próprio lago como origem. Que tal um ser vivo que surgisse da água e se crescesse em direção ao céu? Um vegetal, talvez? Decidiram-se, então, por uma planta que tivesse suas raízes rente à terra, crescesse pela água e chegasse à plenitude do ar. Ofereceram, cada um, o seu próprio dom. A Terra disse: “Darei o melhor de mim para alimentar suas raízes”. A Água foi a próxima: “Fornecerei a linfa que corre em meus seios, para trazer-lhe força para o crescimento de sua haste”. “E eu lhe cercarei com minhas melhores brisas, dando-lhe minha energia e atraindo sua flor”, disse o Ar. Então o Fogo, para finalizar o projeto, escolheu o que de melhor tinha a oferecer: “Ofereço o meu calor, através do sol, trazendo-lhe a beleza das cores e o impulso do desabrochar”. Juntos, puseram-se a trabalhar, detalhe a detalhe, na sua criação conjunta. Quando finalizaram sua obra, puderam se despedir em alegria, deixando sobre o lago a beleza da flor que se abria para o sol nascente. Assim, em vez de punir o ser humano, os quatro irmãos deixaram-lhe uma lembrança da pureza da criação e da perfeição que o homem pode um dia alcançar.


Poema


Flor de Lótus

De um lodo sem beleza aparente, Surge iluminada na áurea mística do sagrado, Elevando-se em sua majestade natural, Inunda de beleza os olhares mais céticos. Das trevas à luz em primavera preciosa, Exala de si o encanto em poesia perfumada, Aos olhares diversos em admiração, Encanta os corações numa meditação silenciosa. A natureza se revela em estado de graça, Ditando emoções em simplicidades tão castas, Uma joia orgânica transcende o inescrutável, Ofuscando o brilho do diamante mais raro. O criador em sua obra incomparável, Fez em segredo um poema espiritual, Soprou no ar lançando as sementes de lótus,

Que trazia em si um grande sinal; A luz em forma de flor.

Escrito por SIRLÂNIO JORGE DIAS GOMES

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Gratidão.


Rafaela Cristina Gomes Segarra

Terapeuta Complementar

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